Irmãs da Ordem de S.Basílio Magno

CASAS DE FORMAÇÃO

Noviciado São Basílio Magno

Rua Professor José Maurício Higgins, 2365 – Boqueirão
81670-410 CURITIBA – PR
Fone: 41 3276-4730
santamacrina@gmail.com

Convento Nossa Senhora do Amparo

Caixa Postal, 379
89460-000 CANOINHAS – SC
Fone: 47 3622-0422

Convento Sagrada Família

Rua Ari Borba Carneiro, 1230
Caixa Postal, 42
84320-000 RESERVA – PR
Fone: 42 3276-1744

Trata-se de uma Ordem internacional da Igreja Católica de Rito Oriental Bizantino Ucraniano, formadas na tradição, disciplina e espiritualidade, principalmente nos ensinamentos de São Basílio Magno e de outros Padres Orientais.

 História

História das Irmãs da Ordem de São Basílio Magno

3.2.4-4 BrasãoA Ordem das Irmãs de São Basílio é a mais antiga ordem monástica do mundo, enraizada no Século IV, fundada por São Basílio Magno e sua irmã Santa Macrina, em Capadócia na Ásia Menor. O primeiro mosteiro foi construído nas margens do rio Íris, atraindo desde o início muitas jovens mulheres para a vida consagrada. Muitas delas vieram de famílias ricas, que, abandonando tudo o que a sociedade caracterizava como valioso para o mundo, nada teve de relevante para além dos muros do mosteiro. Na comunidade, todas as religiosas tinham um objetivo comum: viver uma vida dedicada à oração, inspiradas tanto no exemplo de Santa Macrina como nas palavras de São Basílio o Grande.

Os ensinamentos de São Basílio estão fundamentados no Evangelho, são regras de vida para a comunidade, o serviço, à Igreja local e aos necessitados. Após sua morte, seu estilo de vida monástica cresceu na Grécia e nos países eslavos da Europa Central e Europa Oriental.

Com o advento do Cristianismo na Rus’ de Kiev (agora Ucrânia), foram fundados mosteiros femininos os quais seguiam as Regras de São Basílio. Nas crônicas do Mosteiro de Santa Irene, construído pelo príncipe Jaroslav o Sábio, em 1037, na cidade de Kiev, este foi o protótipo e inspiração para outros claustros, que vieram mais tarde em todo o território e nos países vizinhos.

Em 1617, uma reforma dos mosteiros masculinos começou pelo Metropolita Joseph Rutzky, repercutindo também sobre o modo de vida dos mosteiros femininos, mas elas não se centralizaram como os masculinos, permaneceram independentes, sob a autoridade da superiora e supervisão do hierarca local. No final do século XVII, após a União de Brest-Litovsk (Berest) em 1695, começou um renascimento da vida monástica. A principal reforma foi no sentido de dar um caráter mais ativo, orientada no serviço das irmãs que tinham vivido predominantemente uma vida contemplativa em comunidades estritamente de clausura. As irmãs voltaram à sua missão de ensinar: fundaram escolas, que não serviu apenas aos membros de suas comunidades, mas principalmente aos leigos. Em 1720, o Sínodo de Zamosh novamente impôs aos mosteiros uma existência de clausura estrita. Pequenas comunidades foram consolidadas, o número de mulheres a dedicar-se à vida religiosa diminuiu.

Em 1772, na Bielorússia, cuja Eparquia permaneceu unida a Roma, havia 25 mosteiros femininos com 200 religiosas. Durante a divisão da Polônia (1772-1995), no reinado de Catarina II (+1796), as irmãs perderam muitos dos mosteiros e aqueles que permaneceram foram obrigatoriamente fechados. Com Nicolau I (1825-1855), as irmãs que resistiram em fechar os mosteiros foram presas na Bielorrússia ou separadas do mosteiro.

Após as reformas introduzidas pelo Imperador José II (+1790), na Galícia (Ucrânia Ocidental), ainda sob o domínio austríaco, muitos mosteiros foram fechados. No entanto, quatro centros monásticos conseguiram sobreviver e progredir até os últimos anos da II Guerra Mundial. Estes mosteiros foram: Yavoriv, Slovita, Lviv e Stanislaviv (atualmente Ivano-Frankivsk). Nesses mosteiros, as religiosas continuaram a sua tradição espiritual e as suas atividades educativas com crianças e jovens.

Em 1897, o Metropolita Sylvester Sembratovycz confiou aos Padres Basilianos a execução da reforma (1887-1902). Em 1909, sob a orientação do Metropolita Andrew Sheptycky, realizou-se um Capítulo das Irmãs Basilianas, onde as Regras de São Basílio, sistematizada pelo Metropolita Rutskyj, foram aceitas. A partir de então, novos mosteiros das Irmãs Basilianas, bem como suas instituições de ensino, começou a se desenvolver não somente na Galícia, mas também em outros países.

Em 1911, a pedido do Bispo Soter Ortynsky, OSBM, bispo para os católicos de rito bizantino ucraniano na América, do Mosterio Yavoriv partiram as primeiras Irmãs Basilianas para os Estados Unidos. Fundaram o primeiro mosteiro em Filadélfia e outro em Cleveland, Ohio (Uniontown, Pensilvânia).

O Mosteiro Slovita enviou irmãs para a Yugoslávia em 1915, onde o primeiro mosteiro foi fundado em Kryzhevtsi (Croácia). Em 1921, o Mosteiro Stanislaviv fundou uma casa, durante o Império Austro-Húngaro, em Huzhorod (Ucrânia), e com essa base também em Presov (Eslováquia), em 1922. Mais tarde, em 1935, as Irmãs de Uzhorod fundaram um mosteiro em Mariapocs (Hungria). Irmãs do mosteiro em Pidmykhajlivtsi imigraram para a Argentina, Província de Missiones, onde fundaram o primeiro mosteiro na cidade de Apostoles, em 1939.

Duas Guerras Mundiais revelaram a necessidade de unir todos os mosteiros da Ordem sob um governo central, a fim de incentivar e reforçar o seu crescimento, bem como, sua própria existência. Em 1951, a Santa Sé, com o Decreto “Ad Septennium”, proclamou a centralização da Ordem de São Basílio o Grande e nomeou a primeira Superiora Geral Ir. Eusébia Bilas.

Unidas sob um governo central situado em Roma, Itália, a Ordem é de Direito Pontifício. Contando atualmente com 561 membros nos diversos países: Ucrânia, Polônia, Itália, Croácia, Romênia, Hungria, Eslováquia, Estados Unidos da América, Austrália, Argentina, Alemanha, Grécia e Brasil.

História das Irmãs Basilianas no Brasil

No ano de 1972 a Superiora Geral Ir. Emélia Procopik, OSBM e seu conselho decidem enviar a Ir. Eusébia Bilas, OSBM e a Ir. Tereza OSBM, membro da Província de Filadélfia para o Brasil. Com o incentivo de Sua Eminência o Cardeal Josyf Slipyj, a cooperação dos Bispos Dom Joseph Martenetz, OSBM e Dom Efraim Basílio Krevey, OSBM, as irmãs chegaram à cidade de Canoinhas, Santa Catarina no dia 12 de dezembro de 1972 e foram hospedadas na casa das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família. Logo passaram a residir numa pequena casa onde iniciaram suas primeiras atividades pastorais. Também foram enviadas duas irmãs da Província Cristo Rei, Argentina, Ir. Ana Zapaia, OSBM e Ir. Estefania Kosteski, OSBM para ajudar na missão.

Em janeiro de 1973, a Ir. Eusébia Bilas, OSBM adoeceu e veio a falecer. A Ir. Tereza retorna para seu país e as duas irmãs corajosamente continuaram a missão. A Província Cristo Rei enviou a Ir. Dorotea Kosechen, OSBM para ajudar nas atividades iniciadas nas comunidades de Canoinhas, Três Barras, Rio d’Areia e Ouro Verde. Atividades relacionadas à formação catequética de crianças e jovens, Apostolado da Oração, ensino da língua ucraniana, das canções populares e litúrgicas. Na ausência dos sacerdotes, as irmãs realizavam encontros nas comunidades com as orações de “molebens” (novenas) e funerais.

Os primeiros passos foram dados e surgiram as primeiras vocações à vida religiosa, que animaram ainda mais as que estavam na missão. Cinco jovens foram encaminhadas para formação na Argentina. Em sua visita à Província de Argentina e ao Brasil, a Superiora Geral Ir. Emélia Procopik, OSBM observou a necessidade de construir uma casa para atender as jovens no período formativo no Brasil.

Foi decidido adquirir um terreno e realizar a construção da casa de noviciado na cidade de Curitiba, Paraná. Em setembro de 1975 a Ir. Michaela Bayda, OSBM da Província de Filadélfia, EUA, foi enviada para a nobre missão de administrar a construção da casa de noviciado. Foi recebida pelas Catequistas do Sagrado Coração, em Curitiba, onde ficou hospedada. Em 30 de outubro de 1977 foi inaugurada a casa destinada para a formação das novas vocações.

As atividades das irmãs na área da educação firmaram-se com a construção em 1978 de uma pequena escola. E nos anos 1980-1985 as irmãs iniciaram a construção do convento, na cidade de Canoinhas.

Em 1996, a pedido do Eparca Dom Efraim Basílio Krevey, OSBM, as irmãs Ir. Lucia Salkovski, OSBM e Ir. Adriana Koubetch OSBM, assumiram a missão junto à comunidade Sagrada família de Reserva, Paraná. Foi construído um novo convento, próximo à Igreja, inaugurado oficialmente no dia 30 de agosto 2002.

A Delegatura Santa Macrina no Brasil, originalmente conhecida como Missão de São José, estava sob a jurisdição da Província Cristo Rei da Argentina. A partir do dia 03 de junho de 2001, denomina-se Delegatura Santa Macrina, sob a jurisdição da Cúria Geral, em Roma, Itália.

Carisma e espiritualidade 

Toda regra de São Basílio está fundada no amor a Deus e ao próximo. Por isso, a espiritualidade basiliana exige uma contínua renovação na vida pessoal, comunitária e eclesial.

A finalidade principal da Ordem é a santificação própria através da observância dos Conselhos Evangélicos e a glorificação de Deus pela celebração do Ofício Divino, de acordo com as regras de São Basílio e das Constituições.

As irmãs da Ordem de São Basílio, como sinal visível, prolongam a missão de Jesus Cristo nos diversos países e culturas onde servem. São chamadas a ser: presença orante, respondendo com amor ao chamado do Senhor, consagrando-se à vida de oração e serviço para que o mundo, vendo-as, veja Jesus Cristo; escutando-as reconheçam sua voz; e conhecendo-as O conheçam; presença vivificante respondendo com generosidade e prontidão, partilhando seus dons com bondade com aqueles que encontrarem na vida, para que eles também sejam transformados à semelhança do Senhor; presença curadora respondendo com bondade e hospitalidade aos doentes, necessitados física e espiritualmente, consagrando-se particularmente à reconciliação dos que vivem no sofrimento e nas escuridões que separam Cristo e a sua Igreja.

Seguindo o exemplo do Pai espiritual São Basílio, unidas em nome do Senhor e consagradas a Deus, a religiosas basilianas são enviadas para anunciar o Reino de Deus, testemunhar a alegria e a paz da vida nova que receberam, respeitando a diversidade de ministérios a que cada irmã é chamada a servir.

Casas 

Ver acima.

Atividades

 De acordo com as Constituições, as religiosas basilianas são chamadas ao trabalho em vários setores.

– Destaca-se, em primeiro lugar, o anúncio do Evangelho, aplicado na educação e formação cristã das crianças, jovens e adultos, exercendo atividades apostólicas afins. A formação dos jovens foi uma das recomendações de São Basílio.

– O serviço litúrgico, dedicando-se também às artes eclesiásticas peculiares ao rito.

– Publicações religiosas.

– As diversas pastorais e trabalhos sociais, bem como as novas formas de apostolado, adaptando-se aos novos tempos e necessidades da Igreja como um sinal de esperança no mundo. Portanto, além de ensinar nas escolas, as irmãs realizam atividades em instituições de caridade, hospitais, paróquias e administração de instituições religiosas.

– Trabalhos pastorais em geral nas comunidades onde possui residências.