Encontro regional do MEJ em Craveiro

No terceiro domingo, dia 20 de setembro de 2026, nas dependências da igreja católica ucraniana de Craveiro, Município de Santa Terezinha-SC, uma comunidade pertencente à Paróquia Sagrada Família de Iracema, Município de Itaiópolis-SC, aconteceu o Encontro Regional do MEJ – Movimento Eucarístico Juvenil, contando com 100 adolescentes das seguintes comunidades: Craveiro, Iracema, Bley Pombas, Colorado, Papanduva, Moema, Ouro Verde e Itaiópolis. Como em outros encontros, o tema foi: “Chamados a permanecer com Cristo – Amizade que se aprofunda”.

Ao iniciar este dia, Ir. Alice Bartoski, SMI – Coordenadora da MEJ na Metropolia dirigiu a oração e a preparação para a confissão.

Em seguida, os mejistas tiveram a palestra com o palestrante Roberto Farias – Dunga, vindo de União da Vitória-PR o qual trabalhou a proximidade da juventude com Deus, explicando a amizade que precisa ser aprofundada, ou seja, mais vivida. Ele disse “que a juventude está vivendo mais perto de Deus; estamos com o coração aberto para reavivar o nosso coração”.

De forma bem animada e dinâmica, Dunga lançou muitas mensagens, mas questionando os presentes o tempo todo. “Hoje, perguntamos se vai ter wife no lugar, mas o dia é para se conectar com Deus”, disse ele. O Palestrante enfatizou o significado do chamado na espiritualidade do MEJ. E o primeiro é o chamado à vida. O som melhor para soar é o nome de cada um, porque Deus nos chama pelo nome; um dia, Deus nos chamou, falou o nosso nome. Somos resultados de muitos chamados.

Para falar sobre o chamado à santidade, Dunga perguntou aos jovens qual é o santo ou santa de preferencial devoção deles. Como São Carlos Acutis, somos chamados à santidade. Ele disse que todos os santos e santas que foram lembrados pelos mejistas eram como nós: crianças, jovens, adultos, idosos. Santo Acutis foi um santo de calça jeans, que evangelizou pelas redes sociais. Então, “vamos procurar ser santos”, concluiu.

Após a palestra, os adolescentes foram encaminhados para a igreja, onde foi celebrada a Divina Liturgia pelo Arcebispo Metropolita Dom Volodemer Koubetch, OSBM. O Pe. Sergio Baran Ivankio, OSBM – Superior do Convento Basiliano em Iracema atendeu confissões e depois concelebrou.

Após a leitura das intenções, um grupo de mejistas fez a encenação da Samaritana que buscava água viva de Jesus.

Entoados os “tropários”, num ritual apropriado, um belo grupo de adolescentes da Comunidade de Craveiro ingressou oficialmente no Movimento Eucarístico Juvenil, fazendo a promessa e recebendo das mãos do Arcebispo Metropolita os respectivos distintivos. Antes de iniciar a homilia, Dom Volodemer manifestou contentamento em receber esses jovens, o que sinaliza que o Movimento se renova e cresce.

O Metropolita iniciou sua homilia fazendo uma contextualização litúrgica e pastoral, lembrando que estamos no mês da Bíblia, no domingo depois da Festa da Exaltação da Santa Cruz e tendo um belo encontro do MEJ. Ele citou a mensagem de dois cartazes que apresentam a Bíblia como sendo o mapa na nossa vida. “Modernamente, podemos dizer que Bíblia é o GPS da nossa vida”, disse ele. A palavra de Deus é a luz para o nosso caminho. Às vezes, ficamos na escuridão, desanimados, cabisbaixos e a Bíblia traz a luz para a nossa caminhada.

Prosseguindo, Dom Volodemer comentou os textos bíblicos das duas leituras, ligando-os ao tema do encontro, muito significativo e importante não só para o MEJ, mas para todos. “A amizade com Deus e amizade com o nosso próximo devem estar sempre estar juntas”, enfatizou o Metropolita. A amizade de São Paulo com Cristo foi tão elevada e profunda que ele disse: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Comentando o texto de São Marcos 8,34 – “Se alguém quiser vir a pós mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” – Dom Volodemer falou sobre a cruz de Cristo e as nossas cruzes. Cada um de nós tem a sua cruz e ainda, muitas vezes, precisa olhar as cruzes dos outros, como os da nossa família, e, até mesmo, ajudar a carregá-las. As cruzes são os nossos sofrimentos, as nossas dores.

O mundo nega a cruz e o sofrimento, mas este, na verdade, é um valor, é uma pérola. Assim como a pérola, pedra preciosa, se forma a partir da “lágrima” de uma ostra ou molusco, tendo algo estranho em seu corpo minúsculo, como, por exemplo, um grão de areia, também o nosso sofrimento, a nossa lágrima possui o seu significado. Precisamos ressignificar o sofrimento em nossa vida, ou seja, dando um novo sentido.

O Metropolita ilustrou sua fala narrando o testemunho de São Carlos Acutis, que nos dá um grande ensinamento. Tendo 15 anos, em outubro de 2006, ele foi diagnosticado com leucemia. Surpreendeu os médicos e seus familiares pela forma como lidou com as dores intensas da doença fulminante e irreversível, sem cura. Sua postura diante da dor física e da brevidade da vida baseou-se em três pilares fundamentais: 1) Oferecimento da dor pela Igreja e pelo Papa: Carlo decidiu dar um sentido sobrenatural ao que estava passando; no hospital, ele declarou: “Ofereço todo o sofrimento que terei de sofrer pelo Senhor, pelo Papa e pela Igreja”. 2) Desapego de si mesmo: Quando os médicos perguntavam se ele estava sofrendo muito, o jovem respondia com serenidade: “Existem pessoas que sofrem muito mais do que eu”. 3. Alegria em Deus: para Carlo, a morte não era um fim trágico, mas a passagem para o que ele sempre buscou: a união definitiva com Deus. Ele dizia que “a felicidade é olhar para Deus, a tristeza é olhar para si mesmo”.

Concluindo a homilia, Dom Volodemer perguntou: “e vocês mejistas, que tipo de pérola vocês vão produzir?”

Na parte da tarde, foram realizadas recreações conduzidas pela Catequistas Tatiana Czornei e Ariely Schadeck dos Santos Labas de Papanduva-SC.

Depois da recreação, Ir. Alice, Tatiana e Ariely conduziram a gincana vocacional com os adolescentes. Foi um momento de reforçar e estreitar laços de amizade, adquirindo novos conhecimentos, aprendendo a respeitar o diferente, a partilhar, dividir e trocar as experiências. Foram momentos que favoreceram o dividir as alegrias, o aprendizado e a criatividade através das construções de objetos que são valores essenciais para a nossa fé cristã dentro da família e da comunidade. As atividades realizadas auxiliaram na reflexão e discernimento vocacional. No final de cada prova, falava-se da importância do chamado de Jesus que convidava os seus apóstolos.

Gratidão às Irmãs Servas de Maria Imaculada de Craveiro que prepararam os ambientes, auxiliaram no preparo das refeições e na organização geral, à comunidade que estava reunida trabalhando em diversos espaços. Parabéns a todos que organizaram este encontro que trouxe aos participantes bons êxitos, alegria, boas recordações e lembranças deste dia maravilhoso!

Ir. Alice Bartoski, SMI – Coordenadora