Assunção de Nossa Senhora e celebração das Irmãs Servas

O dia 15 de agosto é, para toda a Igreja, uma festa de esperança e glória: celebramos a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, quando Maria, ao término de sua vida terrena, foi elevada ao Céu em corpo e alma. Para nós, Irmãs Servas de Maria Imaculada, esta data é ainda mais especial, pois marca o aniversário de fundação da nossa Congregação, obra inspirada por Deus e iniciada pela Bem-Aventurada Madre Josafata Hordashevska. Neste ano, em que recordamos com gratidão 133 anos de história, renovamos nosso “sim” ao chamado do Senhor e celebramos, com emoção, a fidelidade e o testemunho de oito de nossas Irmãs, que comemoram seu Jubileu de Vida Consagrada.

A Divina Liturgia iniciou às 10h, na Casa de Retiros Vila Josafata Hordashevska, em Ponta Grossa – PR. Foi presidida pelo Arcebispo Metropolita Dom Volodemer Koubetch e concelebrada pelo Pe. Paulo Serbai, OSBM, que também conduziu o retiro espiritual de oito dias para as Irmãs. Antes da celebração, a Irmã Celina Sloboda fez uma bela introdução, acolhendo as jubilandas. Em sua fala, destacou que esta data festiva é um convite à renovação da fidelidade a Deus, à Igreja e ao carisma confiado à Cofundadora, a Bem-Aventurada Madre Josafata. É dia para recordar com gratidão o início da Congregação e reconhecer que a semente lançada pelos fundadores deu frutos abundantes. Estes frutos se manifestam na vida e no serviço das Irmãs que neste ano celebram o jubileu de sua vida consagrada: Ir. Benigna Helena Koroluk, Ir. Benjamina Thereza Pastuch e Ir. Glafira Tereza Mudrek – 75 anos; Ir. Verônica Swistak e Ir. Margarete Lemek – 50 anos; Ir. Bernadete Karabinoski, Ir. Elizabeth Artin e Ir. Laressa Slauca Kodelski – 25 anos

Irmã Celina também destacou que o Ano Jubilar nos recorda o grande dom da vida consagrada – luz para a Igreja e para o mundo. O símbolo que nos acompanha é a vela, sinal de fé viva, perseverança e entrega. Assim como a chama ilumina e aquece, a vida consagrada é luz do amor de Cristo que mostra o caminho e aquece os corações. “Hoje rendemos graças ao Senhor pela fidelidade de nossas Irmãs Jubilares, que, como lamparinas vivas, iluminam o caminho de muitos, aquecendo os corações e testemunhando o amor de Deus”, proclamou Ir. Celina.

Em sua homilia, Dom Volodemer enfatizou a esperança messiânica de Maria Santíssima e que, por ter ela colaborado com Deus na realização dessa esperança, teve o privilégio de ser assunta diretamente ao Céu. Explicou o Metropolita: “A Assunção é consequência da união perfeita de Maria com Cristo. A Assunção de Maria nos remete ao mistério pascal, que é a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Maria participou da ressurreição de Cristo enquanto esteve perfeitamente unida a ele, ouvindo sua palavra e pondo-a em prática. Podemos dizer que a Assunção é o ponto final, o desfecho de toda uma vida vivida na esperança voltada para Deus. É por isso que Maria é o modelo máximo de fé, esperança e amor”.

Ao final da celebração, a Superiora Provincial, Irmã Deonisia Diadio, homenageou as jubilandas e destacou que a vocação das Servas de Maria Imaculada é viver como Maria: servindo com humildade, alegria e fidelidade à vontade de Deus, indo onde há maior necessidade, como ensinou a Bem-Aventurada Josafata. “A vida consagrada é como um jardim que atravessa as estações – primavera do chamado, verão da entrega, outono da partilha e inverno da oração silenciosa – sempre sustentada pela mão de Deus. Assim também é a vida das nossas queridas jubilandas. Uma flor, para exalar seu perfume e mostrar sua beleza, passa por processos… Enfrenta dificuldades, ventos fortes e tempestades, mas permanece firme, sustentada pela mão de Deus. As flores destes 25, 50 e 75 anos são compostas de muitos momentos vividos com entrega e amor: a formação humana, intelectual e espiritual, a dedicação fiel no trabalho pastoral, o serviço humilde no dia a dia, o compromisso com a educação e a fraternidade partilhada com ternura entre as irmãs e com todos aqueles a quem servem”.

Após esse momento, Dom Volodemer abençoou as flores e, em seguida, foram registradas as fotos oficiais. Logo depois foi servido o almoço festivo. Ao final, antes de partilhar o bolo comemorativo, a Irmã Benigna, que celebrou 75 anos de vida consagrada, dirigiu-se a todos em nome das jubilandas, expressando, com simplicidade e emoção, sua profunda gratidão e alegria.

Com o coração em júbilo e repleto de esperança, podemos dizer como Maria: “A minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador” (Lc 1,46-47).

Ir. Juliane Martinhuk, SMI