No dia 26 de abril de 2026, domingo, realizou-se o Encontro Interparoquial do Apostolado da Oração na Arquicatedral Ucraniana São João Batista, em Curitiba. Participaram membros do Apostolado da Oração da Arquicatedral São João Batista, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, da Paróquia Sant’Ana, de Curitiba, e da Paróquia Santíssima Trindade, da Colônia Marcelino, município de São José dos Pinhais, juntamente com suas capelas. Ao todo, participaram 165 membros.
Às 8h00, os participantes foram recepcionados no salão paroquial com um café da manhã. Após esse momento de acolhida, todos se dirigiram para a igreja. A Irmã Juliane Martinhuk, SMI, coordenadora do Apostolado da Oração da Metropolia, deu as boas-vindas aos presentes e conduziu um momento de oração. Todos entoaram juntos um canto em louvor ao Sagrado Coração de Jesus.
Em sua oração inicial, a Irmã Juliane falou sobre o Domingo do Paralítico. Recordou que o paralítico do Evangelho esperou durante 38 anos pela cura, sem ter alguém que o ajudasse. Jesus, ao passar, viu aquele homem desanimado, esperando por uma mão amiga, e lhe perguntou: “Queres ser curado?”. Jesus não espera que o paralítico peça ajuda; Ele toma a iniciativa e vai ao encontro do necessitado.
A Irmã também destacou que, ainda hoje, Jesus faz essa mesma pergunta a cada um de nós: qual é a nossa “paralisia” que precisa de cura? Talvez sejam mágoas, feridas ou sofrimentos causados por outras pessoas. Jesus conhece as nossas necessidades, mas deseja que nos aproximemos d’Ele e peçamos essa cura.
Ao término da oração, o Sr. Marcos Nogas, vice zelador do Apostolado da Oração da Arquicatedral, saudou os participantes, colocou-se à disposição e apresentou também sua equipe para auxiliar no que fosse necessário.
Em seguida, todos participaram da Divina Liturgia, celebrada pelo Arcebispo Metropolita Dom Volodemer Koubetch e concelebrada pelo pároco Padre Edson Ternoski. Em sua homilia, Dom Volodemer refletiu sobre o Domingo do Paralítico, convidando cada pessoa a perguntar-se qual é a sua “paralisia” e a pedir a Jesus a graça da cura. Também recordou o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, ressaltando que toda vocação é importante: a vocação para ser um bom pai, uma boa mãe, e também as vocações religiosas, que nascem no seio de famílias alicerçadas na fé.
O tema central do encontro foi: “Chamados a permanecer com Cristo: Amizade que se aprofunda”. Após a Divina Liturgia, a Irmã Juliane conduziu a primeira reflexão do dia. Destacou que todos são chamados a permanecer com Cristo e que, para permanecer n’Ele, é necessário conhecê-Lo. Permanecer no amor não é sentimento passageiro – é decisão fiel e prática diária. Permanecer significa estar enraizado em Cristo, de modo que nenhuma tempestade seja capaz de nos derrubar. É viver em sintonia com a vida de Jesus.
Após o almoço, às 13h30, os participantes retornaram à igreja para participar de uma dinâmica conduzida pela Sra. Otilia Chmilouski Taraciuk. Em sua reflexão, destacou que cada pessoa é única e especial, criada à imagem e semelhança de Deus, e que essa verdade deve ser assumida com convicção em nossa vida. Também partilhou algumas experiências pessoais que ilustraram de forma significativa essa realidade.
Na sequência, o Irmão Marco Antonio Pensak, OSBM convidou os participantes a refletirem sobre a “Amizade com Deus”. Recordou as palavras de Jesus: “Já não vos chamo servos, mas amigos”. O Irmão destacou que, para termos amigos, precisamos conhecê-los e não sermos indiferentes aos outros. Uma verdadeira amizade deve possuir algumas características essenciais: boa vontade, reciprocidade, comunhão e comunicação. Jesus deseja ser nosso Amigo íntimo.
O Irmão ressaltou ainda que, para sermos amigos dos outros, precisamos primeiro ser amigos de nós mesmos, pois amar a si mesmo é a raiz de toda amizade. Isso não significa egoísmo, mas cuidado com a alma e o corpo que Deus nos concedeu. Jesus nos convida a amar o próximo como a nós mesmos, compreendendo suas dificuldades e rezando por ele, assim como Cristo amou até mesmo aqueles que o traíram, como Pedro e Judas. Citando Santo Tomás, afirmou: “Amizade é querer e não querer as mesmas coisas”, ou seja, desejar a salvação das almas e rejeitar aquilo que conduz à condenação eterna; querer o bem e rejeitar o mal; desejar a virtude e afastar-se do vício.
Para encerrar o encontro, foi celebrado o Moleben ao Sagrado Coração de Jesus, presidido por Dom Volodemer e pelo Pároco Edson. O Metropolita deu uma palavra de conclusão do encontro, retomando as ideias principais proferidas pelos palestrantes, mas enfatizando a beleza espiritual, a profundidade e o significado da sintonia da alma com Deus, no íntimo de sua interioridade, sendo assim iluminada e impulsionada para a busca do bem e da verdade (ensinamento de Santo Agostinho seguido pelo Papa Leão XIV). Nessa sintonia, acontece o amor de Deus para com o ser humano e do ser humano para com Deus, o que é manifestado pelo Sagrado Coração de Jesus, porque Deus é amor.
Permaneceu entre todos a certeza de que foi um dia de profunda reflexão, oração e bênçãos para os participantes. Que Deus abençoe a todos e fortaleça cada vez mais a nossa fé em um mundo que tantas vezes nos apresenta caminhos contrários aos valores do Evangelho.
Catequista Doroteia Naconeschen