Antonio Olinto

Da Paróquia (“Administratura”) de Antonio Olinto fazem parte as seguintes capelas: Campina de Cima (Antonio Olinto), Mico Magro (São Mateus do Sul) e Santos Andrade (Antonio Olinto).

As informações sobre a vida atual das comunidades retratam a realidade social e pastoral de 2014, tendo em vista a Visita Canônica do Arcebispo Metropolita Dom Volodemer Koubetch, OSBM. 

Paróquia Imaculada Conceição

Caixa Postal, 41
Rua Adelino Cordeiro, s\n
83980-000 ANTONIO OLINTO – PR
Fone: 42 3533-1289
E-mail: santuarionsdoscorais@gmail.com
Site: http://antonioolinto.pr.gov.br/cultura

HISTÓRIA

O breve histórico aqui apresentado é montado em base aos seguintes elementos: 1) primórdios, 2) furto do ícone, 3) patrimônio histórico oficial, 4) sacerdotes que atenderam a comunidade, 5) vocações provenientes da região, 6) formação das irmandades.

Primórdios 
1.4.1A primeira capela foi construída entre 1902 e 1913. O primeiro batizado registrado nos livros da igreja foi realizado pelo Pe. Clemente Bzukhovskij, OSBM, em 1903. O atendimento pastoral começou a ser regularmente prestado em 1911. O convento das Irmãs Servas foi construído em 1932, a escola em 1969.  A igreja atual foi concluída em 1917. No tempo da fundação, existiam 140 famílias.

Um dos aspectos mais marcantes da história religiosa e cultural de Antonio Olinto é o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na verdade, um mosaico de aproximadamente 1,20 m. de altura por 0,80 de largura, confeccionado com pedras corais, diamantes, pérolas e esmeraldas, com detalhes em ouro, doados pelos fiéis entre 1913 e 1923, a pedido do Pe. João Mychalczuk. Em 1923, a obra foi confiada às Irmãs Vanda e Lídia da Congregação da Sagrada Família em Curitiba, concluída em 1931 e exposta para a veneração dos fiéis em 1º de maio de 1933. Devido à sua beleza artística, este quadro foi venerado pelos imigrantes ucranianos e seus descendentes com o sugestivo título de Nossa Senhora dos Corais.

Furto do ícone

Após o furto da imagem, ocorrido na madrugada do dia 23 para 24 e recuperada pela polícia de Curitiba, em Matinhos, no dia 27 de julho de 1995, foi realizada uma grande festa aclamatória na volta da Santa, no dia 02 de agosto. A multidão presente se aglomerava aos gritos de viva e cânticos sacros.

Após ter sido concluída a restauração, no dia 1º de outubro, e depois de uma longa peregrinação pelas igrejas ucranianas do Paraná e Santa Catarina, a imagem foi finalmente reintroduzida com grande pompa na igreja de origem – Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

A fim de assegurar maior segurança na proteção do ícone, foi construído, em 97, um oratório atrás do altar principal. A Santa tem um valor incalculável, não tanto pelo valor material, mas pelo valor histórico, simbólico e religioso do povo local e da etnia ucraniana, expressando sua união, fé e devoção.

Patrimônio histórico oficial

No dia 21 de janeiro de 1999, teve início o processo de tombamento da Igreja Imaculada Conceição por iniciativa da coordenadoria da secretaria estadual da cultura, se tornando quinze dias depois patrimônio histórico estadual de acordo com o artigo 8º da lei 1211/53.

Em novembro de 2008, teve início a restauração da Igreja Imaculada Conceição com fundos do governo federal através do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que destinou um valor de R$ 271.000,00 reais para o restauro da parte externa da Igreja. Hoje, se aguarda uma resolução para o restauro da parte interna da mesma, casa paroquial, campanário e remoção do pavilhão que, segundo o órgão competente, descumpre a lei vigente tendo sido construído num lugar que atrapalha a visualização do bem tombado.

Sacerdotes que atenderam a comunidade 

A partir de 1896-1897 até a vinda do Pe. João Mychalczuk, a comunidade foi atendida por missionários itinerantes. O Pe. João atendeu a comunidade de 1911 a 1950, contribuindo imensamente para formação da história de Antônio Olinto; ele tornou-se basiliano três dias antes de sua morte, ocorrida no dia 13.07.1950, sendo sepultado no cemitério local, fundado em 1936. O Pe. Nicolau Dubycki esteve aí entre 1951 e 1959. A partir de 1959, passou a ser atendida pelos Padres Basilianos de Curitiba: Dom José Martenetz (1959-1962), José Preima (1962-1966), TarásOliynek (1966-1970), Inocêncio Baran (1970-1972), Tarcísio Zaluskei (1972-1974), Vidal Klymczuk (1974-1977), Pedro Blachechen (1977-1980), Atanásio Kupicki (1980-1981), Valdomiro Burko (1981-1982), Inocêncio Baran (1982-1983), Luís Slobojian (1983-1989), Paulo Markiv (1989-1993), Meron Mazur (1993-2000), Volodemer Koubetch (julho de 2000 a julho der 2002); diocesano Pe. Sérgio Dzmil (julho de 2002 a abril 2008); novamente basiliano Pe. Valmir Uhren, OSBM (abril de 2008 a agosto de 2012); Pe. Arcenio Krefer, OSBM (setembro de 2012-).

Vocações provenientes da região

O diácono permanente João Karpovicz, ordenado em 1971, auxilia nas celebrações, visita aos doentes e sepultamentos. Atualmente, ele se encontra debilitado, e não tem as mesmas condições físicas para prestar esses auxílios pastorais.

Padres Basilianos: Ivo Komiak e João Karpovicz Sobrinho, ambos de Campina de Cima.

Irmãs Servas de Maria Imaculada: Helena Dombek, Margarida Maria Oliva Hlatchuk, Erméia Isabel Kozlinski, Aurélia Irene Romankiv, Florentina Paulina Schlenn.

Formação das irmandades

O Apostolado de Oração existe desde 1948. A Congregação Mariana existe desde 1959. A Cruzada Eucarística, atual MEJ, existe desde 1960.

As irmãs abriram sua escola em 1951, que parou de funcionar em 1998. No mesmo local, dedicaram-se à Pastoral da Saúde por muitos anos. Posteriormente, nas dependências da antiga escola, cedida gratuitamente pelas irmãs, funcionou a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), uma escola de educação especial, sob a direção da Ir. OnésimaZenóbiaDzioba, SMI. Hoje, o local é ocupado para catequese de adultos e crianças, como também para encontros e reuniões com os pais que têm filhos na catequese, e encontros em geral.

INFORMAÇÕES GERAIS

A cidade de Antonio Olinto está situada na região centro sul do Estado do Paraná a 142 quilômetros de Curitiba.

A Paróquia (quase paróquia), com a residência paroquial, cemitério, um salão de madeira e pavilhão e alvenaria, é um Centro Eparquial de Peregrinação Mariana.

Atualmente, a Igreja Imaculada Conceição tem 56 famílias cadastradas, o que dá um número aproximado de 250 fiéis. Estes desenvolvem seu ofício na cidade e também cultivam terras no interior do município. A situação socioeconômica dos fiéis é boa, pois todos conseguem se manter e ao mesmo tempo possuem boa qualidade de vida. Existe deslocamento de indústrias para a beira da rodovia e para a cidade de São Mateus do Sul; e muitas famílias acabam se mudando.

VIDA ECLESIAL E CULTURAL

A vida eclesial e cultural da comunidade paroquial de Antonio Olinto acontecem dentro das seguintes atividades: 1) administração, 2) vida espiritual, 3) Pastoral Catequética, 4) Movimento Eucarístico Jovem, 5) Movimento da Congregação Mariana, 6) Movimento do Apostolado da Oração, 7) Movimento da Romaria Mariana, 8) Grupo Folclórico de Danças Ucranianas Jetiá.

Administração

Há vários anos a comunidade passa por sérias dificuldades administrativas por causa do problema criado com o pavilhão da igreja, construído irregularmente, demais próximo do patrimônio histórico tombado e que, pelas leis vigentes, sob o controle do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, deve ser necessariamente removido. Foram propostas várias alternativas corretivas, porém sem resultado. Os dissabores aumentaram com os problemas da restauração da igreja, infelizmente mal feita; e para tornar a questão ainda mais complicada, o campanário e a casa paroquial, bem como a parte interna da igreja também necessitam de restauro. As autoridades eparquiais, paroquiais e municipais estão em busca de soluções, mas com subsídios governamentais, porque a comunidade não possui verbas próprias para as reformas necessárias, altamente dispendiosas.

O Pe. Arcenio informa que, ao visitar as famílias com a bênção das casas, pode-se observar muitos quadros antigos expostos, datados no final do século XIX. Em algumas famílias, estes quadros estão guardados; outras famílias não sabem o que fazer. Uma das soluções que engrandeceria o centro de turismo religioso de Antonio Olinto seria montar um museu da imigração ucraniana. O mesmo poderia ser montado na atual residência paroquial. Deste modo, não se perderiam obras da devoção popular de grande validade religiosa e cultural.

Periodicamente, realizam-se festas e promoções apropriadas, tendo por finalidade a manutenção da Paróquia e de suas obras. Desde o ano de 2013, busca-se maior união entre as comunidades ucranianas de Antonio Olinto, pois cada uma tem as suas dificuldades e necessidades. Porém, se cada uma luta individualmente, a possibilidade de sucesso é mais árdua. Daí, a necessidade de maior união. Implantou-se, então, a reunião geral do CAP da Sede e de todas as comunidades a ela pertencentes no início do ano para uma programação dos eventos do ano corrente. Isso se fez também em conformidade com a programação da Paróquia latina São José. Os resultados têm sido muito bons para todas as comunidades envolvidas, destacou Pe. Arcenio.

Vida espiritual

O Pe. Arcenio Krefer, OSBM é Administrador desde 30 de setembro 2012, vindo de Curitiba. Ele conta com o auxílio do Diácono Permanente João Karpovicz e das Irmãs Servas de Maria Imaculada Nádia Kerecz, Ana Kichil e Célia Melnik. Um Seminarista do Seminário São Basílio de Curitiba também está auxiliando nos trabalhos pastorais.

Há cultos e devoções tradicionais da Grande Quaresma, a Via-Sacra é celebrada nas sextas- feiras. As novenas a Nossa Senhora ocorrem normalmente no mês de maio e ao Sagrado Coração de Jesus em junho; a oração do terço em outubro, dirigido pelo Diácono João Karpovicz. Na Semana Santa, celebram-se todos os cultos próprios da Semana Santa. A Divina Liturgia é celebrada três a quatro vezes por mês pelo Sacerdote Basiliano que vem de Curitiba.

Em 2011, por ocasião do Sínodo dos Bispos Ucranianos no Brasil, o Ícone da Nossa Senhora dos Corais foi proclamado como Padroeira dos Imigrantes Ucranianos no Brasil. Para venerar a Padroeira, a comunidade local tomou a iniciativa de reunir-se na igreja meia hora antes da Missa dominical para rezar o terço nas seguintes intenções vocacionais: sacerdotais, religiosas, matrimoniais e pelas famílias de Antonio Olinto.

Todo o ano procura-se realizar encontros espirituais com o Apostolado da Oração, grupo de jovens e catequese. Tradicionalmente, a Festa de Corpus Christi é celebrada em conjunto com a Paróquia Latina São José. Alternadamente, a celebração acontece em cada igreja, um ano na Paróquia ucraniana e no ano seguinte na Paróquia Latina, sendo que a respectiva comunidade prepara dois altares e o Pároco profere a homilia.

O Bispo Eparca Dom Volodemer Koubetch, OSBM esteve na comunidade paroquial de Antonio Olinto entre os dias 02 a 07 de abril de 2014 para realizar a Visita Canônica.

Pastoral Catequética

A catequese para crianças e adolescentes realiza-se nos sábados e é ministrada pelas Irmãs Servas de Maria Imaculada NadiaKerecz e Ana Kichil e quatro catequistas leigas: Regina Karpovicz de Camargo, que fez o curso catequético completo em Prudentópolis, JosneiKinage, que fez dois anos, Ana Paula Ortiz de Camargo, que fez um ano, e Rosangela Semchuk, que começou ajudar no ano passado. O total de crianças na catequese soma 28.

A Comissão da Catequese tem a seguinte formação: Presidente Jaime Ortiz de Camargo; Vice-presidente Rafael Diadio e esposa Eliane Tracz; Tesoureira Lilian Ortiz de Camargo, que fez curso completo e ajudou desde 2010, casou-se e mora em Mafra; Secretário Nelson Kinage; Conselheiros: Lucia Komiak Camargo, Claudete NarokMarquete, Ana Lúcia PietraskiSenchuk, GoretiDiadio, Ana Latchuk e TheofiloPetretsa.

Há catequese para adultos durante a semana. Todo último sábado do mês se faz o trabalho de formação dos pais.

Movimento Eucarístico Jovem

O grupo do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), com 11 membros, tem uma Presidente, a adolescente Ana Paula Ortiz de Camargo. É acompanhado pela Ir. Ana Kichil, SMI.

Movimento da Congregação Mariana 

            Atualmente, com 17 membros, o grupo da Congregação Mariana é acompanhado pela Ir. Nádia Kerecz, SMI e pelo Seminarista Leomar Bucovski, OSBM; tem um Presidente – Jonas Conrado.

O grupo teve grande participação na JMJ do Rio no ano passado. No total, foram 15 participantes: 5 da sede, 5 da Campina, 4 de Mico Magro e 1 de Santos Andrade. Todos participaram da Semana Missionária em Prudentópolis. Este fato ficou reconhecido pela comunidade e pelas autoridades civis do Município de Antonio Olinto. A Câmara de Vereadores enviou uma placa parabenizando a todos os participantes da JMJ. A placa e os símbolos da JMJ estão expostos no oratório de Nossa Senhora dos Corais.

Movimento do Apostolado da Oração

O grupo está com 40 membros e é dirigido pelas Irmãs Servas de Maria Imaculada, atualmente Ir. Nádia Kerecz. A Zeladora é a Sra. Antônia Maria Kafka Diadio. Pedro Nogacz e o Diácono João Karpovicz foram zeladores.

Movimento da Romaria Mariana

Desde 1991, no terceiro domingo de novembro, é realizada a Peregrinação Mariana, denominada também de Romaria Mariana, em honra a Nossa Senhora dos Corais. Está no agendamento anual da Eparquia São João Batista.

Grupo Folclórico de Danças Ucranianas Jetiá

Fundado em julho de 2011, a coordenação geral do Grupo Folclórico Jetiá está sob a responsabilidade de Rosilene Lucavei, pedagoga no Colégio Estadual Duque de Caxias. A Presidente é Lucimara (Mara) Martinhak. A coreógrafa é Andréia de Fátima Brasílio Cydir do Grupo Poltava de Curitiba. Suely de Lima fez o curso de danças com um coreógrafo vindo da Ucrânia em Prudentópolis e é considerada a futura coreógrafa.

Os integrantes estão distribuídos da seguinte maneira: adolescentes e adultos: 22 membros; menores: 12 e os menorzinhos: 4. Seus ensaios são realizados no Colégio Estadual Duque de Caxias. Estão sendo elaborados os estatutos. Tem caixa próprio, alimentada pelos jantares típicos: “dá para sobreviver”, afirmou a direção. O grupo irá participar do 3º festival de danças em Irati.

O grupo está inscrito no Projeto Federal “Mais Cultura nas Escolas” e vai receber um montante de R$ 21.000,00. Com esse dinheiro serão providenciados os materiais que faltam. O dinheiro é administrado pela escola, no caso, o Colégio Estadual Duque de Caxias. Por norma, o projeto deve atingir 100 alunos; como o grupo folclórico não atinge esse número, e isso nem é possível, então é completado com outras atividades culturais como o bordado, pessanka, culinária etc.

 CAMPINA DE CIMA

HISTÓRIA

1.4.2A primeira igreja, em madeira, data do ano 1971. O Padroeiro é oSagrado Coração de Jesus. A atual igreja foi inaugurada em 1996.

De agosto de 1987 a junho de 2003 morou e trabalhou na comunidade a Catequista Olga Pastuch, CSCJ da qual a comunidade sente muita falta até o dia de hoje. Dela aprendeu muitas práticas religiosas e que mantêm atualmente.

O Apostolado da Oração foi fundado em 1947; a Congregação Mariana, em 1959, e o Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) em 1988. A pedido das próprias crianças que ainda não fizeram a primeira comunhão, em 1995, foi criado o grupo Crianças de Maria.

INFORMAÇÕES GERAIS 

            Campina de Cima está situada a 8 km de Antonio Olinto.

Hoje, a comunidade possui em torno de 80 famílias cadastradas, somando um total de aproximadamente 300 fiéis. Nem todos participam da igreja da Campina, pois, em alguns casos, a localização facilita o deslocamento para a Sede. Uma minoria não participa em nenhum lugar.

Uma boa parte das famílias, umas 23, é formada por fumicultores. Outras cultivam maçãs, morango, kiwi e lavoura convencional: soja, feijão. Economicamente, as famílias são estáveis. Grande parte delas mora próximo à igreja, o que a torna diferente de outras comunidades. Todas as crianças frequentam a escola.

VIDA ECLESIAL

Desde 30 de setembro de 2012, o atendimento pastoral de Campina de Cima é feito pelo Pe. Arcenio Krefer, OSBM, auxiliado por um seminarista do Seminário São Basílio de Curitiba.

O Conselho Administrativo Paroquial (CAP) teve recentemente uma reestruturação. No primeiro semestre do ano de 2013, o tesoureiro, Gilson Melnechenko, mudou-se para outra cidade. Assumiu o segundo tesoureiro o Sr. Pedro Slabey e para a função de segundo tesoureiro assumiu Josafat Mazur. Esta equipe fez a ampliação do pavilhão, a construção das churrasqueiras e fornos.

No dia 12 de outubro do mesmo ano, faleceu a presidente do CAP, a Sra. Inês HupaloPeremebyda. Quando descobriu a doença, repentinamente foi o seu fim. Diante desta situação, o CAP reuniu-se e se reestruturou novamente na seguinte composição: o vice-presidente, Hilário Mazur, assumiu como presidente-executivo e para seu vice foi escolhido o Sr. José Hupalo. Os demais cargos permanecem.

Foram restaurados o cálice e a patena e arrumado o som que não funcionava.

Entre os projetos a desenvolver, consta a colocação de piso na cozinha e a unificação de ambas construções: cozinha e pavilhão e emparelhamento do solo do pátio.

Durante a reunião do CAP com o Bispo foram discutidas e apresentadas as seguintes sugestões: 1) desistir do projeto da reforma da igreja como igreja e transformá-la numa casa paroquial e salas de catequese; 2) construir uma igreja nova no local onde atualmente se encontram o Posto de Saúde e a casa paroquial; 3) nas futuras melhorias do pavilhão, fazer tudo de acordo com as normas vigentes, que já estão sendo rigorosamente cobradas em outras localidades; 4) sempre pautar a administração paroquial pelo trabalho conjunto de todas as lideranças locais.

Na comunidade de Campina de Cima celebram-se três Divinas Liturgias por mês, normalmente aos domingos às 8 horas, com ótima participação. A comunidade é fiel às novenas do mês de maio, novenas ao Sagrado Coração de Jesus em junho e a oração do terço no mês de outubro.

Depois que a Catequista Olga Pastuch, CSCJ foi transferida, a comunidade ficou um pouco desorientada, mas aos poucos se restabeleceu, dando continuidade à vida espiritual. A coordenação da catequese está sob a responsabilidade de Francisco Hupalo; ele fez curso completo de formação catequética em Prudentópolis. Francisco trabalha com o terceiro ano e a turma da perseverança. Trabalham com ele as catequistas: Sra. Terezinha SanduyMazur, que fez um ano de curso e trabalha com o segundo nível; a jovem Daniele Flávia Mazur, que também fez um ano de curso e trabalha com a turminha do pré; este ano entrou para ajudar a adolescente Thays Leandra Sanduy, que fez o primeiro ano de curso e trabalha com o pré.

A Equipe de Apoio é composta pelos seguintes membros: Lauro Sanduy, que é o Presidente, Carlos Komiak, Márcio Komiak, Hilário Mazur e Lucas EstefanoKomiak. A equipe foi criada em março de 2005.

O grupo de adolescentes do MEJ é dirigido por Francisco.

O grupo de jovens é comandado pela jovem Bernadete Komiak, a Betinha. De sua equipe fazem parte os jovens Isabel C. Mazur, Marcos Adélio Komiak, JosafathMazur, Rogério Carlos Conrado. O grupo estava confuso em relação à sua identidade como movimento e respectiva espiritualidade. O Bispo orientou para que o grupo se defina como Congregação Mariana. Neste ano, já foi designado um seminarista basiliano que acompanhará o grupo, devendo também acompanhar o MEJ.

O Apostolado da Oração faz suas reuniões mensalmente e atua numa pastoral de visita aos doentes, orações em casa de pessoas doentes. As reuniões são realizadas conjuntamente, os senhores comandados pelo Sr. Lucas EstefanoKomiak e as senhoras pela Sra. Filomena Slabey, auxiliada pela Sra. Catarina KarpoviczKomiak.

Entre os dias 19 a 26 de março de 2014, o Bispo Eparca Dom Volodemer Koubetch, OSBM visitou oficialmente a comunidade de Campina de Cima.

MICO MAGRO

HISTÓRIA

1.4.3O presente texto foi preparado pelo Pe. Volodemer Koubetch, OSBM em agosto de 2002 com o auxílio da família do Sr. Nicolau Koglinski, que lhe forneceu os dados e informações. O texto contempla os anos de fundação da comunidade e está organizado em cinco partes: 1. Imagem de São Bom Jesus, 2. Construção da igreja, 3. Organização da comunidade, 4. Eleição do segundo Conselho Administrativo Paroquial, 5. Inauguração da igreja. Falta escrever o desenvolvimento posterior.

Imagem de São Bom Jesus

A história da comunidade ucraíno-católica de Mico Magro começou, muito exoticamente, em torno da imagem de São Bom Jesus, que foi trazida de Iguape, São Paulo, em 1864, por Manuel Lopez, acompanhado por seus irmãos Jovino e Pedro.

Manuel viajava de charrete, naquele tempo chamada de “aranha”. Seus irmãos viajavam a cavalo. Muitas vezes pousavam nas estradas e passavam fome. Chegando a um lugar chamado Vila do Rio Negro, Manuel, com a sua charrete e a imagem, desceu de barco a vapor até o porto Mico Magro. Naquele tempo, a estrada era o rio. Seus irmãos chegaram a cavalo, atravessando as picadas. Ao lado do porto, eles construíram as suas moradas de pau-a-pique; levantaram também uma capelinha no mesmo estilo, que era atendida pelos capelães de Canoeiro. Ali eram organizadas grandes festas.

Em 1883, Manuel já era casado com Escolástica Ferreira Corá. Jovino e Pedro voltaram para a sua terra natal: São José dos Pinhais. Manuel e sua esposa compraram um lote no pé do morro, chamado Suita Cavalo. Ali eles construíram uma casa mais espaçosa, com uma capela, onde, com muita fé, faziam as suas devoções. O acesso ao local era muito difícil, porque não haviam estradas.

A imagem permaneceu na capela de pau-a-pique ainda por sete anos. Em 1894, terminaram de construir uma igrejinha, onde se festejava o Divino Espírito Santo. Mas a festa mais grandiosa era a do Bom Jesus. Muitas missas foram celebradas pelo Pe. ucraíno João Michalczuck, de Antônio Olinto; ele realizou também muitos batizados e casamentos.

Manuel e sua esposa faleceram em idade avançada, deixando seis filhos. Com o passar do tempo, cinco filhos vieram a falecer, ficando só o Francisco, o único casado. Por trinta anos ele administrou a manutenção da igreja, que ficou destinada somente para pagar promessas, porque não era reconhecida pela autoridade eclesiástica diocesana, na época, com sede em Curitiba.

Em 1978 Nicolau Koglinski comprou as terras de Francisco Ferreira Lopez, com o compromisso de cuidar da capela. Nicolau pensava em construir outra capela; afinal, ali foram celebradas muitas missas pelo sacerdote ucraíno. Ele achava que ali poderia ser construída uma igreja ucraína; mas não era possível, porque na atualidade a lei do meio ambiente proíbe fazer corte e terraplenagem no local, porque se trata de cabeceira de um rio.

Construção da igreja 

A história da construção da igreja ucraína de Mico Magro pode ser desenvolvida em quatro pontos: 1) obtenção do terreno e primeiro Conselho Administrativo Paroquial; 2) bênção da pedra fundamental e chegada da imagem de São Bom Jesus; 3) colaboradores na construção; 4) doações. 

Obtenção do terreno e primeiro Conselho Administrativo Paroquial 

A partir de 14 de abril de 1990, o Pe. Paulo Markiv, OSBM começou a celebrar missas na escola de Mico Magro. No mesmo ano, Nicolau Koglinski solicitou ao Pe. Paulo que falasse com o Bispo sobre a possibilidade de construir uma igreja para a comunidade ucraína, ao que obteve resposta positiva.

Sendo assim, em março de 1992, Nicolau e sua esposa Antônia trocaram o terreno para a igreja. Dia 23 de dezembro de 1993 foi levantado o cruzeiro, com a presença do Pe. Meron Mazur, OSBM a Irmã Marta, SMI e algumas famílias ucraínas.

Tendo à frente o Sr. Nicolau Koglinski como idealizador, fundador e chefe, com muito sacrifício, a nova igreja em alvenaria com três cúpulas começou a ser construída no dia 7 de janeiro de 1994. Seus auxiliares mais próximos e que formaram o primeiro Conselho Administrativo Paroquial da comunidade foram: Vice-Presidente Executivo: Mariano Iurkiv; Secretária: Cleuza Kozelinski; Tesoureiro: José Muchinski; Conselho Fiscal: João Bunhak, LeonidesKozelinski, Jorge Carlito Koglinski, Júlio Kozelinski.

Bênção da pedra fundamental e chegada da imagem de São Bom Jesus

A bênção da pedra fundamental ocorreu no dia 21 de agosto de 1994, com a celebração solene de Dom Efraim Krevey, OSBM e do pároco Meron Mazur, OSBM.

No dia 6 de agosto de 1995, numa procissão da qual participaram as comunidades de Mico Magro e da divisa, destacando-se um grupo de cavaleiros, com muita emoção, a imagem do Senhor Bom Jesus foi trazida da antiga capela e colocada provisoriamente num pequeno altar. A celebração foi presidida pelos Diáconos João Karpovicz, da matriz ucraniana de Antônio Olinto, e Luís Imianoski, da Divisa, porque o Pe. Meron estava comprometido com outros afazeres pastorais. 

Colaboradores na construção

O primeiro mestre de obras foi João Nizer. Por causa das dificuldades financeiras da comunidade, ele parou de construir. Quando a situação financeira melhorou, contratou-se o mestre de obras CalirNizer, que deu conta da construção, com a ajuda do pedreiro Antônio Pauluk e de Jorge Carlito Koglinski.

O adiantamento da construção se deve muito ao apoio do Pároco Meron Mazur, OSBM e do Eparca Efraim Krevey, OSBM, que solicitaram ajuda financeira da instituição caritativa alemã Adveniat para finalizar as cúpulas.

Uma parte da terraplenagem foi feita pelo Prefeito Argos Fayade; o restante foi feito por Nicolau Koglinski e seus filhos.

As valas da construção foram feitas por Airton e Amilton Odovane, Júlio, Nicolau, Jorge e Francisco Koglinski, Mariano Iurkiv, Jorge Melnechenko, José Muchinski e João Bunhak.

O corte dos ferros, a confecção das armações para as vigas, as colunas, as lajes e os modelos em meia-lua foram feitos por Nicolau Koglinski, José Muchinski, Mariano Iurkiv e Jorge Carlito Koglinski. Os três últimos foram pagos por uma parte do trabalho. Júlio Kogelinski foi o que mais trabalhou, sobretudo na parte da preparação da massa. A diretoria sempre o recompensou com alguma ajuda em dinheiro.

No corte das madeiras para os andaimes trabalharam LeonidesKogelinski e João Bunhak. O restante dos serviços ficou por conta de Nicolau Koglinski e filhos. Pedro Clovis RiskiKogelinski arrastou as varas dos andaimes.

João Bunhak por duas vezes pintou as janelas e Nicolau DarcísioKoglinski pintou os vitrôs dos terraços.

João Narok e Antônio Silveira trabalharam na construção.

No descarregamento das torres trabalharam CidneyKogelinski, Júlio, Jorge e Nicolau Koglinski. Para levantar as torres, ajudando o mestre de obras, trabalharam Sérgio Iurkiv, Nicolau, Júlio e Jorge Koglinski.

No feitio do piso disponibilizaram-se João e Jorge Melnechenko, Sergio Iurkiv, Airton e Amilton Odovane, João Pedro, Júlio, Nicolau Darcísio e Jorge Koglinski, João Mazur e João Müller e outros.

A cozinha foi construída por Miguel Odovane, Valdecir Müller, Nicolau e Jorge Koglinski.

Doações e serviços

As doações de madeira foram feitas pelos seguintes paroquianos: João Iurkiv – 1 pinheiro (1 m. cb. e 300 cm.); Nicolau Koglinski – 4 “graieiros” (2 m. cb. e 300 cm.); Olga Muchinski – 1 “graieiro” (400 cm.) e 1 imbuia de 700 cm.; Valdecir Müller e Júlio Kogelinski – 1 imbuia de 780 cm.; Natália Kogelinski – 1 imbuia de 600 cm.; João Bunhak – 1 pinheiro (1 m. cb. e 500 cm.; Augusto Bembem – 2 “graieiros” (1m. e 100 cm.); Miguel Kogelinski – 1 imbuia de 200 cm.; João Kogelinski – 1 imbuia de 280 cm.; Antônio Mayer – 1 pinheiro de 500 cm.; Izabel Mayer e irmãos – 1 imbuia de 800 cm.; Anardo Cordeiro e Carolina Kuzma – 1 imbuia de 900 cm.; Nicolau Koglinski – 2 tábuas para fazer os modelos; João Koglinski – 1 pinheiro de 1 m. cb.; LeonidesKozelinski – 1 m. cb. de pinheiro; Igreja Matriz – 2 imbuias de 1 m. cb. e 200 cm. e 6 pinheiros com 6 m. cb. e 500 cm.

A madeira foi serrada na serraria do Anibal Cordeiro, em Antônio Olinto, mas os custos, no valor de R$ 413,00, foram cobertos por Nicolau Koglinski.

Vários cortes de madeira foram feitos por LeonidesKozelinski, João Bunhak, Pedro e Nicolau Koglinski.

Nicolau Koglinski pagou também a metade da serragem da madeira doada pelas pessoas citadas acima.

João Pedro Koglinski cortou toda a madeira; Antônio Carlos Koglinski e Jorge Carlos Koglinskiestaleiraram-na. Júlio Kogelinski tirou a casca dos pinheiros, tirou a madeira da serra, gradeou, carregou e descarregou no local da construção.

A pulverização da madeira com óleo diesel ficou a cargo de Pedro Francisco, Antônio Carlos, Jorge, Nicolau Darcísio e Nicolau Koglinski.

Nicolau Barão, residente em Mafra, doou 80 sacos de cimento.

Nicolau Koglinski doou 10 mil tijolos, 30 sacos de cimento, 200 sacos de cal, uma carga de areia, 2 cargas de pedra britada e 30 barras de ferro.

A porta da frente foi doada por Lourival Mayer e a lateral por Miguel Faria Ribeiro.

Antônia e Ivete Koglinski doaram uma novilha e um liquidificador para a rifa, a fim de angariar fundos para a compra das janelas e para a construção das cúpulas.

Foi organizada uma rifa, cujo lucro no valor de R$ 800,00 destinou-se para a cobertura da igreja. Os prêmios da rifa foram: uma novilha, doada por LeonidesKozelinski; um carneiro, doado por José Nizer; e uma leitoa, doada por Umberto Cerp.

Outra rifa, realizada por LeonidesKozelinski, de uma bicicleta, doada por João Rodrigues, rendeu R$ 460,00; disso foram repartidos R$ 100,00 cada um para os que estavam trabalhando: José Muchinski, Júlio Kogelinski e Carlito Koglinski. O resto ficou para a igreja.

O conjunto do banheiro foi doado por Vilmar Ubrich.

As doações mais importantes em dinheiro foram feitas pelas seguintes pessoas: Pe. Meron Mazur, OSBM – R$ 300,00; Leonides e Renato Kozelinski – R$ 200,00.

Organização da comunidade 

Além do Conselho Administrativo Paroquial, outras pessoas atuaram na comunidade. Maria Lúcia Iurkiv e Jacinta Melnechenko davam aulas de catequese na casa de Mariano Iurkiv. No dia 14 de novembro de 1994, na igreja matriz, seis crianças fizeram a primeira comunhão.

Depois, a Irmã Eulália, SMI e Elizete Koglinski assumiram, por pouco tempo, a catequese, que era dada na cozinha.

A partir de 1996, a responsabilidade pela catequese ficou com Cleuza RiskiKozelinski, que em 16 de maio de 1999 realizou a primeira comunhão de 6 crianças, com o Pe. Meron Mazur, pela primeira vez na igreja em construção.

As Irmãs Servas de Maria, residentes junto à igreja matriz, em Antônio Olinto, auxiliam o sacerdote e a comunidade nas celebrações eucarísticas e outras atividades pastorais. Nos últimos 5 anos é a Ir. Maria Melniski, SMI que faz esse trabalho.

A partir do início do mês de julho de 2000, a comunidade passou a ser atendida pelo Pe. Volodemer Koubetch, OSBM, que se propôs a fortalecer e organizar a comunidade a fim de prepará-la para a finalização e inauguração da igreja.

Como primeiro passo mais importante, decidiu-se por um reforço na catequese. Para isso foi solicitada a presença das Irmãs Servas de Maria, o que aconteceu de 4 de a 21 de janeiro de 2001. As irmãs Lurdes Fedach e Márcia Nahirna foram trazidas da Casa de Oração de Ponta Grossa pelo Pe. Volodemer. Elas ensinaram cânticos religiosos ucraínos, a missa cantada, aprofundaram a catequese dada pela catequista Cleuza e prepararam as meninas Isaíra do Carmo Kozelinski e Conceição Aparecida Bunhak para a primeira comunhão, que aconteceu no dia 21 de janeiro. A pedido do pároco, que é também Diretor Eparquial do Apostolado da Oração, elas deram ainda um impulso inicial na formação do grupo de Apostolado da Oração.

A partir de maio de 2001, o pároco começou a celebrar duas missas por mês, a fim de estar mais presente e acompanhar melhor a comunidade rumo à sua organização e tendo como objetivo principal formar o grupo de Apostolado da Oração. Do encontro-retiro na Casa de Formação Cristã de União da Vitória, nos dias 30 de junho a 1 de julho, participou a Sra. Ivone Rosa Maciel Kozelinski.

Outros passos importantes a serem dados pela comunidade é a criação do livro de atas e a oficialização da contabilidade, segundo as normas da Eparquia e da Receita Federal.

Dentro dos planos de formação da comunidade ainda constam: catequese em janeiro de 2002, se possível, que seja ministrada pelas mesmas religiosas que aqui já estiveram; missões populares na quaresma de 2002; reciclagem do Conselho Administrativo Paroquial; continuação da formação da catequista, talvez, ainda de outras. Atualmente pelo terceiro ano consecutivo a catequese é ministrada pelas religiosas Servas de Maria Imaculada, residentes em Antonio Olinto que semanalmente     atendem 10 crianças e 05 Adolescentes que aprenderam a cantar missa.

Eleição do segundo Conselho Administrativo Paroquial

No domingo, dia 8 de julho de 2001, com a missa iniciada às 14 horas, depois da homilia do Pároco Volodemer e das suas orientações, foi realizada a votação para a eleição do novo Conselho Administrativo Paroquial. A eleição aconteceu por solicitação do Presidente-Executivo Nicolau Koglinski e da sua esposa Antônia pelos seguintes motivos: problema de saúde, cansaço pelos anos de luta, um dos filhos vai casar, outro irá estudar; e também por certas incompreensões. A decisão, no entanto, obedece também as normas da Mitra do Bispado Católico de Rito Ucraniano da Eparquia Ucraíno-Católica de São João Batista, como consta nos Estatutos do Conselho Administrativo Paroquial, promulgado no dia 15 de agosto de 1999, Capítulo IV, Artigo 18, que postula “um mandato de três anos, podendo ser escolhidos para uma segunda vez”.

As 11 pessoas mais votadas para compor o Conselho foram: LeonidesKozelinski – 24 votos, Sergio Iurkiv – 10, Mariano Iurkiv – 3, Zacarias Kozelinski – 2, Clovis 2; João Pedro Koglinski, Lauro Bech, José Luiz Silveira, LademiroKogelinski, João Bunhak, Carlos Koglinski – 1 voto cada um.

Após a missa, todo o grupo eleito se reuniu para dividir os diversos encargos, que ficaram assim estabelecidos: Presidente Executivo: LeonidesKozelinski; Vice-Presidente Executivo: Mariano Iurkiv; 1ª Secretária: Ivone Rosa Maciel Kozelinski; 2º Secretário: Clovis Pedro RiskiKozelinski; 1º Tesoureiro: Sergio Iurkiv; 2º Tesoureiro: Zacarias Kozelinski; Conselho Fiscal: João Pedro Koglinski, Lauro Bech, José Luiz Silveira, LademiroKogelinski, João Bunhak, Carlos Koglinski

A primeira secretária Ivone Rosa Maciel Kozelinski foi escolhida pelo Presidente-Executivo LeonidesKozelinski e aprovada por unanimidade pelos demais membros.

Ficou decidido que o novo Conselho irá se integrando e assumindo as suas funções, porém, obedecendo a orientação do antigo Presidente-Executivo do Conselho, que vigora oficialmente até a homologação pelo Presidente da Mitra-Eparquia, que é o Bispo Eparca Efraim Krevey, OSBM, homologação essa que foi encaminhada pelo Presidente do Conselho, Pe. Volodemer Koubetch, OSBM. Depois da homologação e promulgação, o Sr. Nicolau Koglinski, mesmo não aceitando figurar oficialmente no novo Conselho, propõe-se a acompanhar principalmente os trabalhos da finalização da construção da igreja, devido ao fato de ele estar por dentro de toda a tramitação feita até agora.

Formado o novo Conselho, juntamente com o antigo, confirmou-se a data da próxima festa, que será no dia 5 de agosto de 2001, com missa marcada para as 10,30 da manhã.

Dia 13 de janeiro de 2002 foi escolhido o Sr. Nicolau Koglinski para zelador e a Sra. Elizete Koglinski para secretária do grupo de Apostolado da Oração. Dia 2 de junho, o zelador recebeu o diploma e a fita de zelador e 8 novos membros ingressaram no grupo. Nicolau, sua esposa Antônia e o Leonides já pertenciam ao grupo da igreja matriz.

Nos domingos na ausência do sacerdote a comunidade se reúne para a oração do terço e na quaresma oração a via-sacra. Cada 28 de cada mês, tem um grupo de pessoas que se reúne na igreja para rezar o terço em ação de graças recebidas pela intercessão da Irmã Ambrósia Ana Sabatovicz, SMI.

Inauguração da igreja

No primeiro semestre de 2002 os trabalhos foram muito intensos: fazer o forro, a pintura interna e externa, a confecção do altar, do ícone da Transfiguração, a construção de um pavilhão maior com churrasqueira (240m2), os banheiros etc.

A partir da metade de julho de 2002, a comunidade passou a ser atendida pelo Pe. Sérgio Chmil, vindo de Canoinhas, onde reside.

Dia 12 de agosto, próximo ao dia 6 – Transfiguração de Nosso Senhor – foi o dia escolhido para a consagração da igreja pelo bispo. Às 9,45, na frente da igreja, D. Efraim foi recepcionado pela comunidade, pelos convidados e visitantes, que vieram principalmente de Três Barras, Canoinhas, Contenda e Curitiba. As crianças, vestidas em trajes típicos e orientadas pela Ir. Onésima, deram-lhe as boas vindas; em seguida, saudaram-no os jovens Sérgio Jurkiv e Maria do Rocio Kogelinski; depois, o Presidente-Executivo do Conselho Administrativo Paroquial Leonides com sua esposa e catequista Cleuza; seguiu a saudação do fundador da comunidade e zelador do Apostolado da Oração, Nicolau Koglinski e sua esposa Antônia; e, enfim, o pároco Sérgio Chmil proferiu suas palavras de acolhida, destacando o papel do pastor na Igreja de Cristo.

Na sequência, realizou-se a bênção da igreja e o ato de desatar a fita por D. Efraim e autoridades presentes: o prefeito de São Mateus do Sul Luis Adir Gonçalves Pereira e seu vice José MartinhakStuski, o prefeito de Antônio Olinto José Cleomar Machiavelli e o deputado estadual Carlos Simões, juntamente com os representantes do Conselho Administrativo Paroquial local.

No interior da igreja, sua Exa procedeu a purificação e santificação do altar pelo rito de lavá-lo com óleo, vinho e água, que simbolizam os elementos principais do sacrifício eucarístico a que é destinado, de agora em diante, a mesa do altar. Os preparativos e respectivos serviços ficaram a cargo das irmãs Onésima e Matilde de Antônio Olinto. Logo foi dado início à Divina Liturgia, concelebrada pelo Pe. Meron Mazur, OSBM, reitor do seminário maior de Curitiba e pelo pároco Pe. Sérgio. A missa foi cantada pelo coral dos estudantes basilianos de Curitiba, sob a direção do Pe. Volodemer Koubetch, OSBM. Em sua homilia, D. Efraim discorreu sobre o significado da Transfiguração e sobre o valor da Igreja, povo de Deus reunido em Cristo, formando comunidade. Ele teceu calorosos elogios aos líderes e a todos que colaboraram na consecução da nova casa de Deus.

Passada a parte da manhã com muita neblina, a festa popular transcorreu num clima de muita alegria, numa tarde ensolarada, sobretudo para a comunidade local que, depois de vários anos de trabalho árduo e até de conflitos, sentiu-se realizada e agraciada em ver o seu templo finalizado e pronto para nele orar e louvar a Deus.

INFORMAÇÕES GERAIS

Hoje, a comunidade é formada por 45 famílias cadastradas durante a bênção das casas. Destas, algumas são do rito latino e outras participam na sede, como é o caso dos que residem na Aliança Nova. Deste modo, os participantes da igreja de Mico Magro seriam umas 25 famílias, que corresponde a aproximadamente 70 pessoas.

As famílias vivem principalmente do cultivo da erva-mate, milho e soja, também do feijão. Mico Magro é o maior produtor de milho e soja do Município de São Mateus do Sul. O nível de vida é muito bom.

VIDA ECLESIAL

O atual Conselho Administrativo Paroquial teve seu mandato iniciado aos 04 de setembro de 2010 e teve que superar várias dificuldades administrativas, sobretudo em relação à construção do pavilhão de festas, sendo vítima de fraude por parte de uma firma construtora, cujo caso está mãos da justiça. O presidente-executivo e o tesoureiro, respectivamente José Muchinski e José Koglinski, os conselheiros João Kozelinski e Airton José Odovani e o Pe. Arcenio tiveram que agir com muita agilidade e firmeza para contornar a difícil situação.

Além do pavilhão, a igreja recebeu no final do ano passado a doação do Sr. Nicolau Koglinski mais um pedaço de terra de 13 litros que fica nos fundos do pavilhão e que será de grande utilidade para a ampliação do estacionamento para os eventos da comunidade.

As celebrações são feitas duas vezes por mês, sendo que, a cada dois meses é no domingo às 8 horas. A participação é maior quando a Divina Liturgia é celebrada domingo de manhã. Algumas pessoas do rito latino participam das celebrações litúrgicas no rito bizantino-ucraniano que são celebradas em português.

A catequese, com 10 crianças, é realizada aos sábados e possui uma catequista da comunidade, Joseane Muchinski, que fez o segundo ano de curso em Prudentópolis. Também está auxiliando na catequese a jovem Mariane NatieliNarokKoglinski. As Irmãs Servas de Antonio Olinto fazem uma supervisão do andamento da catequese.

O grupo do Apostolado de Oração recentemente passou por algumas dificuldades e, impulsionado pela visita pastoral do Bispo, passará por uma renovação.

O Bispo Eparca Volodemer teve um encontro com a comunidade católica ucraniana da colônia Mico Magro, município de São Mateus do Sul, pertencente à Paróquia ucraniana de Antonio Olinto. O evento aconteceu entre os dias 27 a 30 de março de 2014.

SANTOS ANDRADE

HISTÓRIA

1.4A primeira igreja foi construída em 1912 e a atual em 1963. Ambas em madeira.

A igreja atual foi recentemente reformada na sua totalidade. A reforma iniciou-se com o Pe. Valmir em 2011 e concluiu-se em julho de 2013. Na festa da Padroeira Assunção de Nossa Senhora, foi feita a bênção da mesma, fato este que está registrado na placa comemorativa fixada no hall de entrada da igreja. Na mesma ocasião, deu-se início às comemorações dos 50 anos de construção da igreja atual e 100 anos do quadro da Padroeira que foi confeccionado na Academia de Belas Artes de Cracóvia, Polônia, e trazida à comunidade pelo Pe. João Michalczuk.

A reforma da igreja foi a seguinte: substituição das paredes podres, substituição do telhado, ampliação da sacristia com a construção do banheiro, substituição de todo o sistema elétrico, inclusive da luz interna, tendo a colocação de refletores de led que baixam significativamente o consumo de energia elétrica. Além da igreja, foram reformados o campanário, o muro e o portão que cercam a igreja. Foi construído um campanário em alvenaria, no mesmo estilo do que foi o anterior de madeira. As calçadas em algumas partes foram reformadas e revestidas de cerâmica e em outras foi ampliada. Internamente, os objetos sacros, como o cálice e a patena, também foram restaurados. Foi encaminhado à Sra. NeoniliaNogas de Marcelino fazer um conjunto bordado de toalhas do altar, quadros e mesas da igreja.

INFORMAÇÕES GERAIS

Santos Andrade situa-se a 10 km de Antônio Olinto.

Na época da fundação existiam 45 famílias. Atualmente, a comunidade possui 57 famílias cadastradas, dando um total de 180 fiéis. Destes, uma parte participa na Sede (Imaculada Conceição) pelo fato de sua residência estar numa localização intermediária entre as duas igrejas. Outros ainda, mesmo tendo uma parte de ascendência ucraniana, pai ou mãe, participam da igreja latina. Assim sendo, os que participam mais assiduamente seriam umas 30 famílias.

A situação socioeconômica geral da comunidade é de baixa renda, ou seja, as famílias têm menor poder aquisitivo. Grande parte das famílias, mais ou menos 70%, é formada por fumicultores que é uma fonte de rendimento sazonal. Muitos pararam e agora estão voltando ao cultivo do fumo.

Nas últimas décadas, a situação melhorou bastante com a ajuda do governo, que facilitou a vida dos agricultores pelo programa do Pronaf, concedendo empréstimos financeiros com juro baixo para maquinários. Depois do fumo vem o cultivo da soja e também milho e feijão.

Na comunidade não há crianças fora da escola, isto é, todas elas frequentam o sistema de ensino.

VIDA ECLESIAL           

Segundo o Pe. Arcenio Krefer, OSBM, que atende atualmente a comunidade desde 30 de setembro de 2012, “as atividades pastorais da comunidade estão em fase de reorganização”.

O Conselho Administrativo Paroquial (CAP), tendo à frente o Presidente-executivo Joaquim Buski e o Tesoureiro EstanislauSzydolski, trabalha com muito empenho para a melhoria da vida em comunidade e da manutenção da igreja como um todo. As decisões são tomadas em conjunto através de reuniões. Está em projeto a construção de um novo pavilhão/barracão de 200 m² que amplie a cozinha, dê maior comodidade à catequese e ainda sirva como um espaço a mais nas festas, seja na acomodação das pessoas ou entrega de alimentos da cozinha. Também estão previstas melhorias no cemitério.

No atendimento espiritual e pastoral, o Pe. Arcenio é auxiliado pelas Irmãs Servas de Maria Imaculada de Antônio Olinto: Nádia Kerecz, Célia Melnik e Ana Kichil. A participação das celebrações é boa. Mas existem pessoas que abandonaram a comunidade por motivos diversos.

A catequese teve seus percalços, mas a situação está sendo solucionada com o comprometimento de uma nova paroquiana a Sra. Salete HupchakMarkive.  No momento, o grupo das crianças é pequeno. Juntamente com os adolescentes que já fizeram a Primeira Comunhão, chega a pouco mais de vinte. A Sra. Salete conta com a ajuda das jovens Michele Mijelski e GrazieleDombek e da adolescente Jaqueline Orlatei. A catequese tem uma comissão que auxilia administrativamente em eventos, cursos e promoções.

Pretende-se dar uma injeção de ânimo ao Grupo de Jovens, tendo em vista o auxílio do Seminarista do Seminário São Basílio de Curitiba, que acompanhará o Padre nos trabalhos pastorais. Mesmo assim, não se tem grande perspectiva em quantidade, pois a maioria dos jovens busca alternativas de uma vida melhor nas cidades vizinhas, deixando o trabalho árduo da roça.

O grupo do Apostolado da Oração passou por dificuldades, porque a pessoa responsável, a Sra. MiquelinaDombek, estava doente. A visita do Bispo foi um incentivo a mais na busca da renovação.

Entre os dias 13 a 16 de março de 2014, o Bispo Eparca Volodemer esteve em visita oficial na colônia Santos Andrade.