Encontro vocacional em Mallet

Com o objetivo geral de ir formatando melhor a formação presbiteral na Metropolia e o objetivo específico de dar continuidade à formação de seminaristas menores no espaço físico do Seminário Menor São Josafat de Mallet, que comporta também o Centro Metropolitano de Pastoral, o recém-nomeado Reitor Pe. Clayton Katerenhuk organizou um encontro-retiro vocacional, realizado em Mallet, nos dias 9 a 11 de novembro de 2018.

Com o incentivo e apoio de seus párocos e vigários paroquiais, compareceram 16 jovens, vindos das seguintes localidades: nove de Rio Azul, quatro da Paróquia da Catedral de Prudentópolis, um de União da Vitória, um de Mallet e um de Paulo Frontin. É preciso lembrar que os jovens se mobilizam e respondem a algum convite quando recebem o devido apelo de seus próprios párocos e vigários paroquiais, bem como de toda a comunidade. Não são somente os formadores dos seminários os promotores vocacionais, mas também os padres e toda a paróquia, toda a comunidade. “Se semearmos as sementes da vocação, colheremos alguma coisa; se não semearmos, não teremos nenhuma colheita”, repete frequentemente o Arcebispo Metropolita.

A programação seguiu o seguinte roteiro:

Dia 9 de novembro – sexta-feira: à tarde – recepção e acomodação. Às 19 horas – Divina Liturgia presidida pelo Arcebispo Metropolita Dom Volodemer e concelebrada pelos Padres Irineu Vaselkoski – Pároco de Mallet, Edson Ternoski – Reitor do Seminário Maior de Curitiba, Clayton Katerenhuk – Reitor do Seminário Menor de Mallet. Em sua homilia introdutória, Dom Volodemer explicou o que é retiro e falou sobre a vocação em geral e exemplificou lembrando a vocação dos primeiros apóstolos e a vocação extraordinária de São Paulo. Após a janta, o Seminarista Samoel Hupolo deu uma palestra sobre o chamado à santidade. Como oração da noite, foi rezado o Moleben a Nossa Senhora.

O dia seguinte, sábado, foi um dia repleto de atividades. Iniciou com o Moleben a São Josafat. Na parte da manhã, Ir. Lucas Lupepsa, OSBM, vindo de Prudentópolis, falou sobre a Ordem Basiliana e Vida Religiosa. Após a pausa com o lanche, o Pe. Clayton Katerenhuk discorreu sobre a Vocação à Vida Matrimonial.

Após o almoço, os meninos ouviram sobre a Vocação ao Sacerdócio, em palestra ministrada pelo Reitor Pe. Clayton. Em seguida, houve uma partilha vocacional e troca de ideias em grupos, com o acompanhamento dos Seminaristas Iwan Kerneski, Michael Barbusa e Samoel Hupolo. Esses três Seminaristas auxiliaram na organização e no andamento do retiro. Os participantes foram atendidos em Confissão.

À tarde, os jovens candidatos puderam ainda tirar suas dúvidas sobre o cotidiano do Seminário e seus objetivos, buscando com os Reitores também o discernimento vocacional inicial. Após o lanche, eles tiveram um momento de distensão, podendo “bater uma bola” no belo e bem cuidado campo de futebol do Seminário ou ainda jogar sinuca. O tempo brusco e sombrio não afetou o ânimo dos jovens, quase sempre mais cheios de energia.

A Divina Liturgia começou às 18h30min. O Arcebispo Metropolita falou sobre a vocação e a santidade de São Josafat, padroeiro dos dois seminários metropolitanos, cuja festa litúrgica estava sendo celebrada. São Josafat é um modelo por excelência de liderança e atuação eclesial e pastoral; um exemplo magnífico de ser humano, jovem educado, religioso fiel, padre e bispo pastor e catequista, mártir da união, enfatizou o Metropolita.

A janta foi servida às 19h30min, preparada por um grupo de senhoras da paróquia, que gostam de fazer esse trabalho e até sentem falta quando não há eventos no Centro Metropolitano de Pastoral, quando elas têm a oportunidade de “esquecer o seu cantinho com seus probleminhas para prestar um serviço à comunidade e, até mesmo, se divertir”. O dia terminou com a adoração, dirigida pelo Seminarista Samoel.

Domingo, dia 11, na oração da manhã, foi rezado o Akatisto a Nossa Senhora. Às 9h30min, deu-se início à Divina Liturgia, celebrada pelo Arcebispo Metropolita e concelebrada pelo Reitor Pe. Clayton. A reflexão partiu da parábola do bom samaritano. O Metropolita chamou a atenção para uma resposta mais profunda e abrangente à pergunta “quem é meu irmão?” “Temos os próximos mais próximos – parentes, amigos e outros – mas temos que pensar na humanidade como um todo, que está sendo dominada e destruída pelo sistema global, que aplica, entre outras coisas absurdas, a ideologia de gênero”, explicou Dom Volodemer. Olhando para o bom samaritano, é necessário sair do egoísmo e do comodismo pastoral, convertendo-se pastoralmente e vivendo uma “Igreja em saída”, como ensina o Papa Francisco. Finalizando, o Metropolita exortou os jovens a viver a fé cristã com autenticidade e coragem, mesmo que não abracem a vida eclesiástica.

O Reitor Clayton ainda atendeu alguns jovens, orientando-os sobre as condições necessárias para fazer um discernimento vocacional correto antes de entrar no Seminário.

Após o almoço, em clima de alegria e fraternidade, todos se despediram e retorno às suas localidades de origem.

Texto: Secretariado Metropolitano

Fotos: Wilson Surmacz, Michael Barbusa, Dom Volodemer