Pastoral da Juventude

pjmetropoliaCOMISSÃO DA PASTORAL DA JUVENTUDE DA METROPOLIA CATÓLICA UCRANIANA SÃO JOÃO BATISTA

Cooordenador:

Revmo. Diácono Romeu Smach

Acessores:

Revmo. Ir. Jonas Samuel Chupel, OSBM

Revmo. Ir. Marcos Chmilouski, OSBM

Angelita de Paula

Ellen Cristina Miecoanski

 

 

Página da Pastoral da Juventude no Facebook:  www.facebook.com/PJMetropolia

E-mail: pjvm@metropolia.org.br

 

 

Juventude é a fase da vida humana que sucede à adolescência e que precede a fase adulta. Biologicamente, todo jovem normal, dentro de uma família razoavelmente estruturada e equilibrada, não destruído por vícios ou doenças, atinge a plenitude de seu desenvolvimento orgânico, que se manifesta como um esplendor da vida, com um amor visceral à vida e um irresistível otimismo, com muita vitalidade, alegria, esperança. Psicologicamente, o jovem já está mais bem definido quanto ao seu projeto ou ideal de vida. Socialmente, o jovem valoriza muito a liberdade, porque ainda não está muito ligado a compromissos mais definitivos, como os compromissos vocacionais, profissionais ou afetivos-conjugais.

Mas essa fase é marcada pelo idealismo: o jovem muitas vezes sonha alto e nada lhe parece impossível. Por isso lhe falta o senso do realismo e da experiência de vida. Sonhar, idealizar é fácil, mas realizar, nem tanto. Em geral, a juventude desconhece as manipulações ocultas e as maldades do mecanismo social, ou seja, falta-lhe ainda o senso crítico. De qualquer maneira, a juventude com a sua vitalidade e seu idealismo sempre foi considerada a mais bela fase da vida. “Se hoje nascemos velhos, é preciso saber morrer jovem” (Fernando Bastos de Ávila).

A juventude é uma grande força, um grande valor, ao menos em nosso país, em nossa Igreja. Por isso se diz que o futuro da nação ou da Igreja está nos jovens. É claro que depende muito dos pais, formadores, educadores, professores, sacerdotes, religiosos, catequistas saberem trabalhar para aproveitar e canalizar bem esse potencial. A preocupação com a juventude, portanto, é uma responsabilidade da Igreja e da sociedade como um todo.

A Jornada Mundial da Juventude – JMJ Rio 2013 – será uma ótima oportunidade para repensar a pastoral, a educação e a formação da nossa juventude, tendo em vista a realidade concreta em que vivemos. Além das nossas orações, boa vontade, é preciso buscar, formatando em projetos bem elaborados, as formas adequadas de apostolado para levar os jovens a se comprometerem com a causa de Cristo, de seu Evangelho e de sua Igreja. A JMJ será realmente algo novo e longamente producente com uma juventude mais bem preparada em todas as dimensões: humana, intelectual, estética, física, afetiva, conjugal, familiar, ambiental, profissional, moral, espiritual. E o ponto central da vida espiritual dos nossos jovens, – e não só deles, mas também de todos os cristãos – é, sem dúvida, que eles sejam testemunhas de Cristo.

Jesus Cristo, que veio a este mundo há dois mil anos, é o nosso Senhor e Salvador, é o motivo da nossa existência, do nosso ser. É o motivo principal da vindoura JMJ. O Filho eterno do Pai entrou na nossa história para criar uma nova história: a história da salvação. Com Ele, pelo poder do Espírito Santo, faremos uma nova história, criaremos um novo tempo, um novo mundo, uma nova sociedade.

Hoje em dia fala-se tanto sobre a “globalização” da economia de mercado. “Globalização” quer dizer o ato de globalizar alguma idéia, isto é, fazer com que esta seja global, mundial, atingindo todo o globo terrestre. Todos nós, cristãos e católicos conscientes, devemos nos preocupar muito mais com a globalização do Evangelho de Jesus Cristo e de seu Reino, até para que a globalização tão propalada seja verdadeiramente boa, modificada, corrigida e válida para todos os povos, todas as pessoas. Se o ensinamento de Cristo for mais globalizado, certamente teremos um mundo com mais paz, mais fraternidade e mais justiça. Se o Evangelho for mesmo mais globalizado, o mundo estará num processo de salvação e não de condenação e destruição. Assim, o mundo estará construindo o Reino de Deus e não o Inferno. Na vivência cristã, existe ideal mais sublime do que este para apresentar aos nossos jovens?

Ser testemunha de Cristo durante toda a vida, em todos os rincões deste nosso planeta, porque Ele é “Alfa” e “Ômega”, isto é, o começo e o fim de tudo, de toda a criação! Cristo: ontem, hoje e sempre! Esta é a proposta cristã para um autêntico projeto de vida a ser abraçado pelos jovens a fim de que eles possam ter uma motivação e um fundamento sólido para suas vidas pessoais e de suas futuras famílias e comunidades eclesiais. Cristo é uma referência fundamental da nossa vida. É o centro do ideal de nossa vida, o valor máximo na vida de um cristão.

O Papa João Paulo II fez um apelo a se procurar “inserir a verdade na cultura dos jovens” (L’Osservatore Romano, 13.01.1991). Para os cristãos, Cristo é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). No mundo da anti-cultura e da cultura da morte, que tanto ameaça a vida dos nossos jovens e de todos nós, não existe nada mais acertado do que buscar a Cristo, que dá a paz verdadeira (Jo 14,27) e a plena libertação: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).

Dom Volodemer Koubetch, OSBM